Dr. Braz Carneiro
Fundador do Município de Rio das Flores

       Dr. Braz Carneiro Nogueira da Gama, nasceu no Rio de Janeiro no dia 24 de março de 1846, filho dos Condes de Baependy e neto do Marquês de mesmo título. Engenheiro era Moço Fidalgo da Casa Imperial pelo decreto de 25/06/1857. Fundou por volta de 1870, em terras de seu pai a fazenda Santa Luiza, cujo nome foi uma homenagem a sua esposa D. Luiza Henriqueta Viana, sobrinha do Duque de Caxias. Com poucas inclinações para os negócios da lavoura, foi eleito Deputado Geral em 1882 e Provincial por duas ocasiões no Império; em ambas, as suas posições republicanas eram conhecidas. No biênio 1888/1889, fez parte da Bancada Republicana de cinco deputados, liderada por Francisco Portela. Com a República, foi eleito presidente da Assembléia do Estado (1889/1890) e, logo adiante, 2º Vice-Presidente do Estado. Foi neste período que apresentou a Assembléia o projeto de criação do município de Santa Thereza, aprovado e sancionado pelo então Presidente do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portela, através decreto nº 62 de 17 de março de 1890. Foi eleito Senador e Constituinte. Por ter sido o menos votado dos três senadores eleitos, seu mandato foi de três anos. Nas preparatórias, foi eleito Vice-Presidente do Senado, tendo presidido a primeira Sessão do Congresso Nacional. Na eleição de Prudente de Moraes para Vice-Presidente do Senado e a Constituinte, foi Braz Carneiro o segundo mais votado. Com o fechamento do Congresso por Deodoro da Fonseca, a reação do Presidente levou-o à renúncia. Braz Carneiro tornou-se opositor de Floriano e não tentou sua reeleição. Retirou-se da vida pública, voltando a exercer sua profissão de Engenheiro. No Senado, foi Membro das Comissões de Finanças, Obras Públicas e Empresas Privilegiadas.
       Em 1892, vendeu sua moderna fazenda de Santa Luiza ao Comendador Domingos Theodoro d’Azevedo Júnior, retirando-se para sempre de Rio das Flores.
       Dr. Braz faleceu no Rio de Janeiro no 20 de abril de 1922.
       Para homenageá-lo, na sessão da Câmara Municipal do dia 27 de março de 1890, foi aprovada a proposta do cidadão Antonio Gaspar de Mattos Sobrinho, para que a rua da Estação fosse denominada “Rua Dr Braz Carneiro”, hoje substituído por Avenida João Lacerda Paiva.

Texto e pesquisa: Adriano Novaes

Fontes:
FEDERAL, Senado. Dados Bibliográficos dos Senadores do Rio de Janeiro 1826-2001. 3ª Edição. Brasília 2001. 65p

ANUÁRIO GENEALOGICO BRASILEIRO. Ano IV – 1942.
Livros de Atas da Câmara Municipal nº 01, 1890-1898, pág. 03.

 

Conde de Baependy
Braz Carneiro Nogueira da Costa e Gama
Fundador de Rio das Flores

       Braz Carneiro Nogueira da Costa e Gama, Conde de Baependy com grandeza, a 2/12/1858, nasceu no Rio de Janeiro no dia 22 de maio de 1812, filho mais velho dos Marqueses de Baependy. Casou-se com sua prima Rosa Mônica Valle Nogueira da Gama em 1834, quando fundou a Fazenda Santa Rosa, pronta em 1842.
       De família politicamente poderosa, teve vida parlamentar ativa, tendo sido Deputado em mais de seis legislaturas. Deputado Provincial, Presidente de Província (04/1840 a 08/1840 e 01/1841 a 04/1841). Vice Presidente da Província (1841/1843). Deputado Geral (1843/1844; 1850/1852; 1853/1856; 1857/1860 e 1861/1863). Presidente de Província (23/08/1868 a 04/11/1869). Deputado Geral (11/05/1872). Senador (25/05/1872 a 12/05/1887). Foi Vice-Presidente (1877/1878 e 1882/1884) e Presidente do Senado (1885/1887). Exerceu também o cargo de presidência das províncias de Goiás (1854/55) e Pernambuco (1868/69)
       Em 1848, quando ainda Visconde, apresentou um projeto à Assembléia da Província, a fim de criar um curato no território da Freguesia de Nossa Senhora da Glória de Valença, na parte que limita com o Município de Paraíba do Sul. Em 1849, insiste o Visconde junto à Câmara de Valença, apresentando novo projeto. Entretanto, só em 1851, consegue seu intento, quando o decreto Provincial de 6 de outubro cria o curato sob a invocação de Santa Thereza de Valença. Sendo assim, foi portanto Baependy o fundador do que é hoje o município de Rio das Flores.
       Em 1855, quando Presidente interino da Província do Rio de Janeiro, assina o decreto Provincial nº 814, que elevar o curato de Santa Thereza de Valença à categoria de Freguesia.
       Manifestou-se sempre conservador, participando, inclusive, da Dissidência Conservadora durante o gabinete chefiado pelo Visconde de Rio Branco. Votou contra a Lei do “Ventre Livre” (1871), defendida pelo gabinete conservador do Visconde do Rio Branco. Votou a favor da Lei dos “Sexagenários” (1885). Era membro do Conservatório Dramático do Rio de Janeiro (1843), tendo sido eleito para seu Conselho (1847).
       Com fazendeiro em Rio das Flores, destacou-se pela iniciativa de substituição do trabalho escravo empregando em sua Fazenda de Santa Rosa, em 1852, 128 colonos alemães.
       Faleceu no Rio de Janeiro no dia 12 de maio de 1887.

Texto e pesquisa: Adriano Novaes

Fontes:
FEDERAL, Senado. Dados Bibliográficos dos Senadores do Rio de Janeiro 1826-2001. 3ª Edição. Brasília 2001. 67p

LACOMBE, Lourenço Luiz. Os Chefes do Executivo Fluminense. Série monografias. Petrópolis, Editora Vozes, 1973. 14p

 

Manuel Duarte
Governador do Estado do Rio de Janeiro

       Manuel de Matos Duarte da Silva nasceu em Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, a 1 de novembro de 1877 e faleceu no Rio de Janeiro em 14 de maio de 1944. Era filho do casal Dr. Candido Alves Duarte (magistrado) e Henriqueta Mattos Duarte Silva Fêz seus estudos na então Capital Federal do Rio de Janeiro onde se dedicou ao jornalismo, dirigindo A Tribuna. Foi secretário do Prefeito Carlos Sampaio, Deputado Estadual e em seguida Federal em 1924, e logo depois Senador pelo Estado do Rio de Janeiro.
       Foi eleito para o governo do Estado a 10 de abril e empossado a 23 de dezembro de 1927 para o período que terminaria em 1931. Foi deposto pela Revolução a 24 de outubro de 1930.
       Fluminense brilhante, orador de grande estilo e ilustre cultor das letras. No período de sua gestão, achava-se o Estado do Rio de Janeiro em agitação pelo combate entre as candidaturas da sucessão presidencial da República. Grupos políticos exaltados como apóstolos, percorriam todas as zonas do território fluminense, encaminhando propaganda dos seus candidatos.
       Através desse período de exaltação, soube o governador manter a ordem, não havendo choque pessoal nem o mais leve sinal de intranqüilidade ou insegurança.
       Pouco fêz de relevante o Dr. Manuel Duarte pelo Estado em virtude dos fenômenos que caracterizavam a crise geral. Com a baixa do café, todos os demais produtos, pela diminuição da procura, sofreram uma conseqüente depressão.
       Retrocederam-se os negócios, escassearam-se as transações, caíram sensivelmente as vendas privadas e públicas. A crise era mundial e intensa em toda parte, porém apresentando aspectos diferentes em cada país.
       Venceu o governador, o quanto possível, as dificuldades que embaraçaram a execução dos planos de melhoramento.
       Construiu, ainda nessa pressão financeira, alguns quilômetros de rodovia, construindo muitas e conservando outras.
       Inaugurou o serviço ferroviário de passageiro no cais do Porto de Niterói, obra iniciada pelo governador Feliciano Sodré. Nesse dia, foi também entregue ao público a estação que ali construiu a Estada de Ferro Leopoldina Railway para as linhas do norte e centro fluminense. Foi feito o remate da obra portuária, articulando o serviço de carga e descarga de mercadorias ali efetuado e o embarque e desembarque de passageiros dos transportes ferroviários. As obras do Porto de Angra dos Reis entraram em amplo desenvolvimento.
       Não ficou abandonado o setor de saúde e higiene pública, tendo sofrido ampliações.
       Acompanhou de perto o desenvolvimento da Instrução Pública.
       Foi também, durante a sua gestão, promulgada em 31 de outubro de 1928 a nova Constituição do Estado.
       Em Rio das Flores, na época Santa Thereza, viabilizou importantes obras para o desenvolvimento do município, como por exemplo, a construção de pontes, praças, escolas, estradas, e a construção da “Fabrica de Tecidos de Malha Santa Thereza”, cuja inauguração fêz quando ainda Deputado Estadual.
       Era um assíduo freqüentador de Rio das Flores, possuía uma casa de verão na Praça defronte à igreja Matriz, que hoje leva seu nome.
       Manuel Duarte foi casado pela primeira vez com a viúva Jesuína Gertrudes de Andrade, filha do casal Aída Honorina e Manoel Epifanio de Andrade, prefeito de Rio das Flores em 1930. Desta união nasceram dois filhos: Dr. Cândido Duarte e Ziná Duarte Prado. Viúvo se casou novamente com a rioflorense e também viúva D. Berenice César Valle.
       Em 1930, foi erigido um monumento em sua homenagem na bifurcação das ruas Dr. Getulio Vargas e 17 de Março, inaugurado em 17 de março daquele ano. Entre as tantas homenagens prestadas pelo povo rioflorense a este ilustre cidadão, está a denominação da Praça da Matriz, do segundo distrito e da escola Publica Estadual, que levam seu nome.

Texto e pesquisa: Adriano Novaes

Fonte:
LACOMBE, Lourenço Luiz. Os Chefes do Executivo Fluminense. Série monografias. Petrópolis, Editora Vozes, 1973. 76p

 

Visconde de Nogueira da Gama
Nicolau Antonio Valle da Gama

       Pertencente a uma das mais tradicionais famílias de São João Del Rei, os Nogueira da Gama, Nicolau Antonio Valle da Gama nasceu em 1809, na histórica Fazenda de São Matheus, em Matias Barbosa, Minas Gerais. Era filho do Capitão José Ignácio Nogueira da Gama e de Francisca Maria do Valle Amado, que, depois de viúva, veia a se tornar Baronesa de São Matheus.
       Nogueira da Gama não foi um típico fazendeiro de café, tendo passado grande parte de sua vida na Corte, como alto funcionário do Governo Imperial. Mesmo assim, mantinha a grandiosa Fazenda Independência, na Freguesia de Santa Thereza de Valença, atual Rio das Flores, herdada de seu pai. Nesta, quando ainda queria se tornar um “típico” fazendeiro de café, tentou com grande entusiasmo, o que deve ser louvado, substituir o trabalho escravo pela mão-de-obra remunerada imigrante, empregando 173 colonos de origem alemã, poucos anos depois da proibição do trafico. Acredita-se que devido ao insucesso dessa iniciativa, Nicolau tenha se decepcionado com a vida de fazendeiro, afastando-se definitivamente da fazenda.
       Em 1868, foi convidado a ocupar o cargo de Mordomo da Casa Imperial, o mais alto grau da hierarquia do Paço. Aceitou com a condição de que não fosse remunerado. Só utilizaria a carruagem e a residência oficial, a mansão Joana, enriquecida às suas custas, em 1879.
       Em 1872, foi agraciado com o titulo de Barão de Nogueira da Gama, por D. Pedro II, com quem passara a fazer constantes viagens à Europa. A amizade nascera muitos anos antes, durante visita do Imperador ao Solar da Independência, em 1847.
       Nogueira da Gama era um nobre diferente, de cultura exemplar. Desde cedo se mostrou sensível ao conhecimento da história e da modernidade, nitidamente registrada em suas cartas.
       Foi considerado pelo Cônego Raimundo Trindade o primeiro genealogista mineiro da História, por ter estudado a origem de tradicionais troncos mineiros.
       Poucos anos antes da abolição da escravatura libertou todos os seus escravos, o que lhe valeu o titulo de visconde, concedido pela princesa Isabel.
       Após a proclamação da república, foi residir em Petrópolis, onde, já idoso, teve a idéia de publicar o livro “Minhas Memórias”, sobre o retorno à juventude, as lembranças em família no Solar da Fazenda São Matheus e a vida de fazendeiro na Independência, nos campos de Santa Thereza de Valença.
       Faleceu na casa do filho Pedro, em Nazaré das Farinhas (BA), no dia 18 de outubro de 1897, onde foi sepultado.

Texto e pesquisa: Adriano Novaes

Fonte:
CALMOM, Pedro. Historias de Minas e “Memórias” de Nogueira da Gama. Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1985.

 

Barão da Aliança
Primeiro presidente da Câmara Municipa

       Manoel Vieira Machado da Cunha - o Barão da Aliança –, nasceu em 1847 na fazenda da Saudade, então Freguesia de Santa Thereza de Valença, atual Rio das Flores, propriedade de seus pais, João Vieira Machado da Cunha e Maria Isabel de Jesus Vieira.
       Manoel era membro de um dos mais importantes clãs do Vale do Paraíba – os Werneck, sobrinho do Visconde de Ipiabas e do Barão do Rio das Flores.
       Projetou-se na sociedade como importante líder local, além de grande produtor de café.
       A origem de sua fortuna está na sociedade formada com sua mãe e seus irmãos na fazenda da Saudade, através da firma “Maria Isabel de Jesus Vieira & Filhos”. Após a dissolução da sociedade adquiriu as fazendas Santa Maria e Saudade (que não deve ser confundida com a primeira), ambas na localidade do Abarracamento, hoje com suas sedes desaparecidas.
       Começou sua vida pública na Freguesia de Santa Thereza de Valença, onde participava ativamente através da venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento da Matriz de Santa Thereza e no Batalhão da Guarda Nacional, onde alcançou a patente de Alferes.
       Em 29 de agosto de 1882 foi agraciado com o título de Barão da Aliança. Nesta mesma época faleceu seu sogro e tio Visconde de Ipiabas, quando herdou a fazenda Campos Elíseos, a segunda mais importante propriedade dos Ipiabas.
       No final do século XIX, já consagrado como importante líder político local, participou ativamente em prol da emancipação política e administrativa da então Freguesia de Santa Thereza de Valença, conquistada em 17 de março de 1890.
       Foi eleito primeiro presidente da Câmara Municipal, quando este cargo ainda era unido ao do poder executivo, cuja primeira reunião ocorreu no antigo casarão que pertenceu ao Visconde do Rio Preto (onde hoje funciona o Banco do Brasil), no dia 27 de março de 1890. Neste mesmo dia foi apresentada uma representação dos moradores da Vila para que a rua em frente ao referido casarão, (antiga São Domingos) passasse a chamar-se, a partir daquela data, “Rua Barão da Aliança”, em atenção aos serviços prestados ao povo de Santa Thereza. Esta denominação perdurou até a década de 1930 quando mudou para Rua Dr. Getulio Vargas, por imposição da ditadura Vargas.
       Adquiriu em 1892 a grandiosa fazenda Flores do Paraíso do seu genro Tenente Coronel Domingos Custodio Guimarães, neto do Visconde do Rio Preto, onde em 1905 recebeu em elegante acolhida o então Presidente do Estado do Rio de Janeiro, Nilo Peçanha, (futuro Presidente da Republica).
       Entre 1904 a 1907, Aliança ocupou novamente o cargo de presidente da Câmara Municipal da Vila de Santa Thereza.
       Em 1912, vendeu sua fazenda Flores do Paraizo à família Belfort Arantes, quando se retirou definitivamente do Município.
       Casou com sua prima Maria Peregrina Pinheiro Werneck, filha dos Viscondes de Ipiabas, com quem teve uma única filha de nome Maria Augusta. Faleceu no dia 17 de março de 1934 no Rio de Janeiro, onde foi sepultado.
       Em sua homenagem, a principal rua do bairro Vale do Sol recebeu a denominação de Rua Barão da Aliança.

Texto e Pesquisa: Adriano Novaes

Fontes:
- ANDRADE, Eloy de. O Vale do Paraíba. Edição Particular. 1982.

- IÓRIO, Leoni. Valença de Ontem e de Hoje. Valença, Companhia Dias Cardoso, Juiz de Fora, 1952.

- RAMOS, Belizário Vieira. O Livro da Família Werneck. Cia. Carioca das Artes Gráficas, Rio de Janeiro, 1941.

- Almanak Laemmert. (vários anos)

PIRES, Fernando T.F. - Fazendas, Solares da Região Cafeeira do Brasil Imperial. R.J, Editora Nova Fronteira.

- Livros de Atas da Câmara Municipal de Rio das Flores nº 01, 1890-1898, pág. 03.

 

Dr. Leoni Ramos
Juiz e Presidente da Câmara Municipal

       Dr. Carolino Leoni Ramos nasceu no dia 15 de junho de 1857, na cidade de Cachoeira, Província de Bahia. Era filho do casal Adrião Joaquim Ramos e D. Maria da Gloria Leoni Ramos.
       Formou-se em Ciência Jurídicas e Sociais na conceituada Faculdade de Direito do Recife, onde recebeu o grau de bacharel em 1879.
       Iniciou sua carreira na magistratura como promotor público da comarca do Pilar, na província de Alagoas. Em 1881 foi nomeado juiz municipal de órfãos do termo de Itaguaí, na província do Rio de Janeiro, onde permaneceu ate 1889 quando foi nomeado juiz de direito da comarca de Vila Bela, em Pernambuco.
       Em 10 de janeiro de 1890 o governo provisório republicano o designou para a comarca de Joinville em Santa Catarina, para ter exercício de seu cargo, sendo removido para o recém criado município de Santa Thereza, hoje Rio das Flores, em 12 de junho do referido ano.
       Em 3 de fevereiro de 1892 foi declarado em disponibilidade, visto ter sido anulado o ato do governo do estado do Rio de Janeiro, que o nomeou para a comarca de Santa Thereza.
       Graças ao seu prestígio político foi eleito vereador e presidente da Câmara Municipal de Santa Thereza, cuja administração foi marcada por obras de grande relevância para o desenvolvimento urbano da sede do município. Entre tantas realizações destacam-se as edificações do prédio da antiga “Intendência Municipal”, hoje câmara municipal e o prédio do “Fórum, Quartel e Cadeia”, majestosas construções que até os dias atuais impressionam os visitantes pela sua beleza e imponência, retratos fiéis da pujança e importância socioeconômica da Vila de Santa Thereza.
       Com o apoio político adquirido em Santa Thereza, tendo como líder o Barão da Aliança, foi eleito deputado pela Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro para o triênio 1895-1897, período em que dividiu sua residência entre Santa Thereza e Niterói.
       Em 1904 foi eleito vereador da Câmara Municipal de Niterói, onde também exerceu o cargo de Prefeito até 1906.
       Exerceu o cargo de chefe de policia da Província do Ceará em 1889, do estado do Rio de Janeiro na administração Alberto Torres e no Distrito Federal na administração Nilo Peçanha.
       Em 11 de novembro de 1910 foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal, preenchendo a vaga ocorrida com o falecimento de João Pedro Belfort Vieira, tomou posse a 23 daquele mês.
       Em sessão de 2 de abril de 1930 foi eleito vice-presidente do Supremo e presidente na sessão de 25 de fevereiro de 1931, cargo que pouco tempo exerceu por ter falecido a 20 de março seguinte na cidade de Niterói onde residia.
       Foi sepultado no cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro, sendo os funerais feitos a expensas do governo da Republica como derradeira homenagem a esse digno servidor da Nação.
       Foi casado com dona Augusta Vilaboim de Leoni Ramos.
       Preocupado em perpetuar a memória deste ilustre cidadão que tanto fêz por Rio das Flores, o legislativo rioflorense homenageou-o denominando “Leoni Ramos” uma das ruas mais importantes da sede, onde inclusive residiu em um majestoso chalé, hoje substituído pelo CIEP da cidade.

Texto e Pesquisa: Adriano Novaes

Fonte:
LAGO, Coronel Loureiro. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal – Dados Bibliográficos (1828-1939). Rio de Janeiro, 1940 – Imprensa Militar. 194,95p.

 

Visconde do Rio Preto
Domingos Custódio Guimarães

       Domingos Custódio Guimarães nasceu no ano de 1802, em Carrancas, Minas Gerais. Com notável aptidão comercial, ainda jovem associou-se a um dos homens mais ricos de seu tempo, João Francisco de Mesquita, barão, visconde, conde e, afinal, Marquês de Bonfim. Tratavam os dois sócios de abastecer o Rio de Janeiro de carne verde, fazendo descer de Minas Gerais grandes rebanhos.
       Após a dissolução da firma Mesquita & Guimarães, Domingos resolveu investir grande parte de seu capital nos negócios da lavoura cafeeira, então principal produto de exportação do recém criado Império Brasileiro.
       Primeiro Barão, a 6/12/1854 e Visconde, com grandeza, a 14/3/1867, de RIO PRETO, não foi apenas mais um fazendeiro de café, foi um dos maiores progressistas de seu tempo.
       Chegou à região, que hoje compreende o atual distrito de Manuel Duarte, por volta de 1836, quando adquiriu de João Pedro Maynard da Fonseca e Sá a fazenda Barra das Flores (hoje Loanda) nas margens do Rio Preto e, em 1843, a Fazenda Flores do Paraízo nas margens ribeirão Manoel Pereira, vizinha da anterior. A partir dessas duas propriedades, ergueu um grande império rural formado por diversas outras fazendas anexas, ou não, elaboradas por centenas de escravos. Da sua Flores do Paraíso, transformou-a na “fazenda Modelo” ou a “Jóia de Valença” como ficou conhecida no século XIX, devido a uma série de iniciativas inovadoras implantadas nesta propriedade.
       Rio Preto foi pioneiro na região ao implantar, na sua fazenda do Flores Paraízo, um moderno maquinismo de beneficiamento de café por força motriz importado do Estados Unidos, as máquinas Lidgewood. Quando o Império ainda desconhecia a iluminação a gás, instalou o sistema nas dependências do seu Solar. Abriu e financiou a construção de estradas, como a do ramal da União e Industria (a primeira rodovia pavimentada do Brasil) e a Valença -Taboas. No campo das artes também deixou sua marca ao mandar ensinar música para alguns dos seus escravos e constituir uma banda com oitenta componentes, que se apresentava em festividades da fazenda e de Valença, com rico repertório.
       Não esqueceu da filantropia e prestigiava o progresso da região através de obras de benemerência como a ajuda financeira à importante Santa Casa da Misericórdia de Valença, além de obras de calçamento e abastecimento de água na mesma cidade. Em Santa Thereza, hoje Rio das Flores, foi o primeiro provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento que auxiliava na manutenção da matriz que ajudou a construir. Construiu às suas custas o primeiro cemitério público da Freguesia, onde inclusive possuía as melhores casas do povoado, uma ao lado da Matriz e outra, na rua São Domingos (ambas demolidas).
       O visconde morreu em meio a glórias, aos bem vividos 67 anos de idade. Faleceu em plena festa que organizou em sua Fazenda Flores do Paraízo para comemorar seu aniversário natalício e seu maior feito, a inauguração do ramal União e Industria. Tamanha foi a repercussão que até um mês após a morte do visconde, os jornais das principais cidades do Vale e da Corte ainda noticiavam o ocorrido naquela fatídica tarde do dia 7 de setembro de 1868.

Texto e Pesquisa: Adriano Novaes

Fontes:
TJADER Rogério da Silva. Visconde do Rio Preto: O Esplendor de Valença. Gráfica PC Duboc LTDA., Valença, 204.

Anuário Genealógico Brasileiro, Ano III, 1941.

FERREIRA Luis Damasceno. História de Valença 1803-1924. Graphica Editora, Paulo Pongetti, Rio de Janeiro, 1925.

IÓRIO, Leoni. Valença de Ontem e de Hoje. 1ª edição, Cia Dias Cardoso S. A., Juiz de Fora, 1953. Pgs. 178 até 183.

MUNIZ, Célia Maria Loureiro. Os Donos da Terra: Um estudo sobre a estrutura fundiária do Vale do Paraíba Fluminense no século XIX. Dissertação de Mestrado. UFF. Niterói -1979. Pág 80.

 

Yvonne do Amaral Pereira

       Yvonne do Amaral Pereira nasceu na Antiga Vila de Santa Thereza, hoje Rio das Flores, em 24 de dezembro de 1900. Filha de Manoel Jose Pereira e Elizabeth do Amaral Pereira. Constituiu-se, desde há algum tempo, como um dos maiores valores literários e doutrinários do Espiritismo no Brasil, com um número aproximado de 1.503.300 livros editados sobre ela.
       Segundo sua biografia, com apenas 29 dias de nascida ia ser enterrada viva, já que era portadora de uma enfermidade rara, catalepsia e letargia ao mesmo tempo, conforme ficou comprovado mais tarde. Triste e sofredora foi sua infância. Tuti, como era carinhosamente tratada por familiares, recordava-se de sua última existência com muita intensidade e pedia para ser levada a lugares que descrevia com detalhes. Por isso, era incompreendida. Tempos depois, esses lugares foram identificados, através de fotografias, como sendo a cidade de Barcelona, na Espanha. Yvonne havia praticado o suicídio em vida passada. Afirmava que sua mediunidade não era missionária e sim “apenas uma reparação do meu passado”.
       Com cinco anos de idade passou a ver espíritos e a conversar com eles. Aos dez anos já assistia reuniões mediúnicas em casa, com seus pais. Foi criada com simplicidade, e até com certa pobreza, e viveu até os 10 anos com sua avó paterna, D. Isabel Guimarães Pereira.
       Aos 12 anos, seu pai colocou em suas mãos “O Evangelho segundo o Espiritismo” e “O Livro dos Espíritos” e nessa idade ela já escrevia, magistralmente, textos literários e estudava sozinha, conforme afirmava, até as duas horas da madrugada. Aprendeu um pouco de música, chegando a dedilhar o piano, tendo, porém, abandonado essa idéia. Pretendia o magistério, mas renunciou ao ideal por lhe faltarem recursos financeiros. Sua vocação espírita era natural e sua mediunidade desenvolveu-se naturalmente. Quando adolescente dedicava-se às prendas domésticas: rendas, bordados, pinturas, flores, crochês, costuras, etc. Teve educação patriarcal severa. Tímida, trabalhou mais tarde numa casa de modas, no Rio de Janeiro, depois de haver “perdido” seus pais. Não se adaptou, porém.
       Na cidade de Lavras, em Minas Gerais, exerceu as funções de Secretária do Centro Espírita local, além de Chefe do Posto Mediúnico. Na também cidade mineira de Juiz de Fora exerceu as mesmas funções e posteriormente de Bibliotecária da Casa Espírita, chegando a ser Vice-presidente daquela Instituição. A Biblioteca James Jansen foi criação sua. Colaborou na Fundação João de Freitas, na mesma cidade, e ensinou Trabalhos Manuais no Instituto Profissional Eugênio Braga. Em Barra do Piraí, no Estado do Rio de Janeiro, lecionou Moral Cristã, no Colégio Ismael, do Grêmio Espírita de Beneficência. Dedicou-se por 54 anos ao receituário mediúnico, sendo assistida por Bezerra de Menezes no receituário homeopático. Trabalhou com Augusto Silva, Bittencourt Sampaio, Charles, Roberto de Canalejas, além de Bezerra de Menezes, na cura de enfermos. Orou a vida inteira pelos suicidas, socorrendo-os através de constantes desdobramentos. Mais tarde receberia a portentosa obra “Memórias de um suicida”, passada a ela através de desdobramento e de autoria do espírito suicida Camilo Castelo Branco. Teve uma imensa tarefa de consoladora dos oprimidos.
       Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 09 de março de 1984, no Hospital da Lagoa, enquanto aguardava a colocação de um marca-passo, o qual ela mesma já havia dispensado, por achar desnecessário pois iria desencarnar brevemente.
       Por iniciativa do casal Augusto e Diva de Freitas, foi em 14 de janeiro de 1989, fundado em Rio das Flores o Centro Espírita Yvonne Pereira, que inicialmente funcionou na casa cita na rua João de Lacerda Paiva, 216, e hoje em sua sede definitiva, à rua René Lemos Suzano 104, Bairro dos Ingleses.

Texto e pesquisa: Adriano Novaes

Fonte:
FREITAS, Augusto Marques de. Yvonne do Amaral Pereira: O Vôo de uma Alma. 2º Edição. Rio de Janeiro, Edições CELD, 2000.

 

Emmanuel Guimarães
Patrono da Biblioteca Municipal

       Adolpho Emmanuel Guimarães d’ Azevedo nasceu no dia 12 de fevereiro de 1871 na fazenda Santa Genoveva, em Rio das Flores. Era filho do comendador Domingos Theodoro de Azevedo Junior e de D. Maria Amélia Guimarães de Azevedo. Neto materno do Visconde do Rio Preto e paterno Domingos Theodoro Paiva, de tradicional família mineira.
       Iniciou seus estudos em Paris, no colégio Monge, e no regresso ao Brasil continuou no Imperial Colégio Pedro II, para concluir preparatórios no importante Colégio Jesuítico, em Itu, na antiga província de São Paulo. Na capital da mesma província entrou para o tradicional curso de Direito da Faculdade do Largo de São Francisco, para concluí-lo na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, onde se formou aos 19 anos de idade. Voltou a Paris onde estudou Ciências Políticas e Sociais durante três anos. Neste período aprofundou-se nos estudos literários através do convívio com intelectuais da Quartier Latin, na capital francesa.
       De retorno ao Brasil, dedicou-se à advocacia, participando dos trabalhos da importante banca de advogados dos drs. Souza Ribeiro e Torres Netto sem, contudo, abandonar sua devoção aos trabalhos literários.
       Sedento de conhecimento e observador do seu tempo, Emmanuel Guimarães viajou por diversos paises da Europa e América do Sul, possibilitando-lhe maior contato com a literatura produzida nos lugares percorridos.

       Estreou na literatura com o romance Jorge do Barral, dedicado a Machado de Assis, que, aliás, não correspondia à admiração do jovem autor, expressa na dedicatória do romance.
       A Jorge do Barral veio em seguida o novo romance A Todo Transe publicado em artigos no Jornal do Commercio, romance social, um verdadeiro quadro da época.
       A par da prosa, Emmanuel Guimarães cultuava a poesia. A exaltação à alma humana é o que está mais presente nas entrelinhas de seus versos, alguns publicados em vida e outros em obras póstumas.
       Tentou também escrever para o teatro. A peça A Engrenagem foi seu único trabalho. Seu ultimo romance foi “O Irreparável“, em seu começo quando adoeceu, e foram as derradeiras folhas escritas no final de sua vida.
       Em fins do século XIX a família foi atingida pela crise do Encilhamento, levando seu pai a quase falência. Com o objetivo de ajudar seu pai, resolve auxiliá-lo na administração das fazendas da família, nesta ocasião, e muda-se para a fazenda Santa Genoveva.
       Em 1899, falece sua mãe. Adorado por ela e adorando-a, sofre profundamente com sua passagem. Em dias solitários em Santa Genoveva, além da boa administração, dedica-se a escrever e cavalgar em galopadas pelos campos da fazenda.
       Faleceu Emmanuel Guimarães no Rio de Janeiro em casa de sues pais, na rua Senador Vergueiro, no dia 6 de fevereiro de 1907. Foi sepultado no cemitério São Francisco de Paula no Catumbi.
       Por ocasião da morte de Emmanuel os principais jornais da época lhe renderam homenagens.
       Grande parte dos livros que pertenceram a Emmanuel Guimarães foram doados à biblioteca Publica de Rio das Flores, na época de sua fundação. Atualmente, o precioso acervo encontra-se em poder do Museu de História Regional da Cidade, através de doação.
       Seu nome foi dado à Biblioteca Publica numa justa homenagem do Município ao brilhante escritor rioflorense.

Texto e pesquisa: Adriano Novaes

Fontes:
DORIA, Escragnolle. Emmanuel Gumarães: Poesias Inéditas com Estudos sobre a Vida e a Obra do Autor. Rio de Janeiro: Typo e Lith Almeida & Cia., 1934, p1-6.

 

Barão do Rio das Flores
Jose Vieira Machado da Cunha

       José Vieira Machado da Cunha nasceu em 1815, em São João Del Rei. Ainda criança veio para Valença onde seus pais adquiriram uma sesmaria a que deram o nome de Nazareth. Esta propriedade, que ainda existe com esta mesma denominação, fica localizada nas margens do ribeirão Manoel Pereira, entre Taboas e Rio das Flores. Após o falecimento da mãe, D. Escolástica Agueda de Souza, em 1830, e do pai, Manoel Vieira Machado da Cunha em 1838, herdou parte das terras da sesmaria, onde fundou a fazenda São José.
       José Vieira Machado da Cunha não figura entre os grandes fazendeiros de café do Vale do Paraíba, mas está entre os mais progressistas da região, principalmente da antiga freguesia de Santa Thereza de Valença, hoje Rio das Flores. Foi um dos fundadores da matriz de Santa Thereza, doou terreno para a construção da primeira caixa de abastecimento d’água da população, foi Juiz de Paz, um dos fundadores da Companhia Estrada de Ferro Comércio a Rio das Flores e outras tantas ações de benemerência. Foi o maior incentivador do desenvolvimento urbano de Santa Thereza de Valença. Em 1865 adquiriu um sitio, que atualmente ocupa toda a área central da atual cidade de Rio das Flores e, em seguida loteou-o, permitindo que pessoas construíssem e morassem nos terrenos, pagando a ele, Barão, o arrendamento.
       Foi Tenente Coronel da Guarda Nacional da Legião de Valença e contribuiu com avultada quantia em dinheiro para a construção do Asilo dos Inválidos da Pátria na Corte, durante a Guerra do Paraguai.
       Em 3 de abril de 1867 foi agraciado pelo Imperador D. Pedro II com o titulo de 1o Barão do Rio das Flores, justo reconhecimento pela benemerência que praticava em Santa Thereza de Valença e à Pátria.
       Casou-se em 1848, com D. Maria Salomé da Silva, filha de Antonio da Silva e Luiza de Avellar Figueira, também fazendeiros na região. Desta união nasceram os filhos: Luiza Viera da Fraga, casada com Dr. Camillo Bernardino da Fraga, que foram senhores da Fazenda União; Misael Viera Machado da Cunha, que após o falecimento do pai tornou-se o 2º barão do Rio das Flores (em 14-08-1886) e foi casado com Aurora Esteves Ottoni Vieira, senhores da fazenda Monte Alverne em Rio Preto; Manoel Vieira Machado da Cunha e Silva, casado com Emiliana Garcia, foi presidente da Câmara municipal e proprietário da fazenda Bom Sucesso; Escolástica Vieira Machado da Cunha, casada com Peregrino Vieira Machado da Cunha; Carolina Vieira Fabiano Alves, casada com Dr. Virgilio Fabiano Alves, herdaram a fazenda Nazareth e depois foram para Minas Gerais; Anna Vieira Machado da Cunha, casada com Dr. Belisário Vieira da Cunha; Maria Vieira da Cunha, casada com Dr. Thomas Alves d’Aquino Leite, foram senhores da Fazenda Monta Cavalo, também em Minas Gerais; Antonio Vieira Machado da Cunha e Silva, casado com Carolina Castilho de Avellar, herdaram a fazenda São José e adquiriram a vizinha São Polycarpo; José Vieira Machado da Cunha e Lindolpho Vieira Machado da Cunha, morreram ainda jovens.
       O Barão faleceu no dia 01 de novembro de 1879, e foi sepultado no antigo cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento, onde algum tempo depois seus filhos edificaram um imponente mausoléu de mármore de carrara.
       Em testamento deixou dinheiro para a reconstrução da matriz de Santa Thereza bem como para um altar dedicado a Santa Maria Salomé. No mesmo documento declarou libertos alguns escravos mais dedicados com terras para que começassem vidas novas.
       O Barão possuía um majestoso chalé construído ao lado da matriz de Santa Thereza, com jardim gradeado na frente.
       Em sua homenagem foi a atual rua Aniceto de Medeiros, aberta em 1896, batizada “Rua Barão do Rio das Flores” substituída tempos depois pela atual denominação.

Texto e pesquisa: Adriano Novaes

Fontes:
Testamento do Barão do Rio das Flores – 1879. Processo Nº 3719/caixa 361. Museu da Justiça – Rio de Janeiro.

Embargo de Obra – Tenente Coronel Jose Vieira Machado da Cunha (embargante) e Jose Luis Garcia e sua mulher (embargados) – 1866. Processo Nº 2870/caixa 293. Museu da Justiça - Rio de Janeiro.

Correspondências, escrituras, atas da Câmara Municipal e outros documentos que compõem o Arquivo Histórico do Museu de Historia Regional de Rio das Flores.

ANDRADE, Eloy de. O Vale do Paraíba. Rio de Janeiro: Real Rio Gráfica e Editora LTDA, 1989.

 
 
 
   
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