Dr.
Braz Carneiro
Fundador do Município de Rio das Flores

Dr. Braz
Carneiro Nogueira da Gama, nasceu no Rio de Janeiro
no dia 24 de março de 1846, filho dos Condes
de Baependy e neto do Marquês de mesmo título.
Engenheiro era Moço Fidalgo da Casa Imperial
pelo decreto de 25/06/1857. Fundou por volta de
1870, em terras de seu pai a fazenda Santa Luiza,
cujo nome foi uma homenagem a sua esposa D. Luiza
Henriqueta Viana, sobrinha do Duque de Caxias. Com
poucas inclinações para os negócios
da lavoura, foi eleito Deputado Geral em 1882 e
Provincial por duas ocasiões no Império;
em ambas, as suas posições republicanas
eram conhecidas. No biênio 1888/1889, fez
parte da Bancada Republicana de cinco deputados,
liderada por Francisco Portela. Com a República,
foi eleito presidente da Assembléia do Estado
(1889/1890) e, logo adiante, 2º Vice-Presidente
do Estado. Foi neste período que apresentou
a Assembléia o projeto de criação
do município de Santa Thereza, aprovado e
sancionado pelo então Presidente do Estado
do Rio de Janeiro, Francisco Portela, através
decreto nº 62 de 17 de março de 1890.
Foi eleito Senador e Constituinte. Por ter sido
o menos votado dos três senadores eleitos,
seu mandato foi de três anos. Nas preparatórias,
foi eleito Vice-Presidente do Senado, tendo presidido
a primeira Sessão do Congresso Nacional.
Na eleição de Prudente de Moraes para
Vice-Presidente do Senado e a Constituinte, foi
Braz Carneiro o segundo mais votado. Com o fechamento
do Congresso por Deodoro da Fonseca, a reação
do Presidente levou-o à renúncia.
Braz Carneiro tornou-se opositor de Floriano e não
tentou sua reeleição. Retirou-se da
vida pública, voltando a exercer sua profissão
de Engenheiro. No Senado, foi Membro das Comissões
de Finanças, Obras Públicas e Empresas
Privilegiadas.
Em 1892,
vendeu sua moderna fazenda de Santa Luiza ao Comendador
Domingos Theodoro d’Azevedo Júnior, retirando-se
para sempre de Rio das Flores.
Dr. Braz
faleceu no Rio de Janeiro no 20 de abril de 1922.
Para homenageá-lo,
na sessão da Câmara Municipal do dia
27 de março de 1890, foi aprovada a proposta
do cidadão Antonio Gaspar de Mattos Sobrinho,
para que a rua da Estação fosse denominada
“Rua Dr Braz Carneiro”, hoje substituído
por Avenida João Lacerda Paiva.
Texto e pesquisa: Adriano Novaes
Fontes:
FEDERAL, Senado. Dados Bibliográficos
dos Senadores do Rio de Janeiro 1826-2001.
3ª Edição. Brasília 2001.
65p
ANUÁRIO GENEALOGICO BRASILEIRO. Ano IV –
1942.
Livros de Atas da Câmara Municipal nº
01, 1890-1898, pág. 03.
Conde
de Baependy
Braz Carneiro Nogueira da Costa e Gama
Fundador de Rio das Flores

Braz
Carneiro Nogueira da Costa e Gama, Conde de Baependy
com grandeza, a 2/12/1858, nasceu no Rio de Janeiro
no dia 22 de maio de 1812, filho mais velho dos
Marqueses de Baependy. Casou-se com sua prima Rosa
Mônica Valle Nogueira da Gama em 1834, quando
fundou a Fazenda Santa Rosa, pronta em 1842.
De família
politicamente poderosa, teve vida parlamentar ativa,
tendo sido Deputado em mais de seis legislaturas.
Deputado Provincial, Presidente de Província
(04/1840 a 08/1840 e 01/1841 a 04/1841). Vice Presidente
da Província (1841/1843). Deputado Geral
(1843/1844; 1850/1852; 1853/1856; 1857/1860 e 1861/1863).
Presidente de Província (23/08/1868 a 04/11/1869).
Deputado Geral (11/05/1872). Senador (25/05/1872
a 12/05/1887). Foi Vice-Presidente (1877/1878 e
1882/1884) e Presidente do Senado (1885/1887). Exerceu
também o cargo de presidência das províncias
de Goiás (1854/55) e Pernambuco (1868/69)
Em 1848,
quando ainda Visconde, apresentou um projeto à
Assembléia da Província, a fim de
criar um curato no território da Freguesia
de Nossa Senhora da Glória de Valença,
na parte que limita com o Município de Paraíba
do Sul. Em 1849, insiste o Visconde junto à
Câmara de Valença, apresentando novo
projeto. Entretanto, só em 1851, consegue
seu intento, quando o decreto Provincial de 6 de
outubro cria o curato sob a invocação
de Santa Thereza de Valença. Sendo assim,
foi portanto Baependy o fundador do que é
hoje o município de Rio das Flores.
Em 1855,
quando Presidente interino da Província do
Rio de Janeiro, assina o decreto Provincial nº
814, que elevar o curato de Santa Thereza de Valença
à categoria de Freguesia.
Manifestou-se
sempre conservador, participando, inclusive, da
Dissidência Conservadora durante o gabinete
chefiado pelo Visconde de Rio Branco. Votou contra
a Lei do “Ventre Livre” (1871), defendida pelo gabinete
conservador do Visconde do Rio Branco. Votou a favor
da Lei dos “Sexagenários” (1885). Era membro
do Conservatório Dramático do Rio
de Janeiro (1843), tendo sido eleito para seu Conselho
(1847).
Com fazendeiro
em Rio das Flores, destacou-se pela iniciativa de
substituição do trabalho escravo empregando
em sua Fazenda de Santa Rosa, em 1852, 128 colonos
alemães.
Faleceu
no Rio de Janeiro no dia 12 de maio de 1887.
Texto e pesquisa: Adriano Novaes
Fontes:
FEDERAL, Senado. Dados Bibliográficos
dos Senadores do Rio de Janeiro 1826-2001.
3ª Edição. Brasília 2001.
67p
LACOMBE, Lourenço Luiz. Os Chefes do
Executivo Fluminense. Série monografias.
Petrópolis, Editora Vozes, 1973. 14p
Manuel
Duarte
Governador do Estado do Rio de Janeiro

Manuel
de Matos Duarte da Silva nasceu em Rio Bonito, Estado
do Rio de Janeiro, a 1 de novembro de 1877 e faleceu
no Rio de Janeiro em 14 de maio de 1944. Era filho
do casal Dr. Candido Alves Duarte (magistrado) e
Henriqueta Mattos Duarte Silva Fêz seus estudos
na então Capital Federal do Rio de Janeiro
onde se dedicou ao jornalismo, dirigindo A Tribuna.
Foi secretário do Prefeito Carlos Sampaio,
Deputado Estadual e em seguida Federal em 1924,
e logo depois Senador pelo Estado do Rio de Janeiro.
Foi eleito
para o governo do Estado a 10 de abril e empossado
a 23 de dezembro de 1927 para o período que
terminaria em 1931. Foi deposto pela Revolução
a 24 de outubro de 1930.
Fluminense
brilhante, orador de grande estilo e ilustre cultor
das letras. No período de sua gestão,
achava-se o Estado do Rio de Janeiro em agitação
pelo combate entre as candidaturas da sucessão
presidencial da República. Grupos políticos
exaltados como apóstolos, percorriam todas
as zonas do território fluminense, encaminhando
propaganda dos seus candidatos.
Através
desse período de exaltação,
soube o governador manter a ordem, não havendo
choque pessoal nem o mais leve sinal de intranqüilidade
ou insegurança.
Pouco
fêz de relevante o Dr. Manuel Duarte pelo
Estado em virtude dos fenômenos que caracterizavam
a crise geral. Com a baixa do café, todos
os demais produtos, pela diminuição
da procura, sofreram uma conseqüente depressão.
Retrocederam-se
os negócios, escassearam-se as transações,
caíram sensivelmente as vendas privadas e
públicas. A crise era mundial e intensa em
toda parte, porém apresentando aspectos diferentes
em cada país.
Venceu
o governador, o quanto possível, as dificuldades
que embaraçaram a execução
dos planos de melhoramento.
Construiu,
ainda nessa pressão financeira, alguns quilômetros
de rodovia, construindo muitas e conservando outras.
Inaugurou
o serviço ferroviário de passageiro
no cais do Porto de Niterói, obra iniciada
pelo governador Feliciano Sodré. Nesse dia,
foi também entregue ao público a estação
que ali construiu a Estada de Ferro Leopoldina Railway
para as linhas do norte e centro fluminense. Foi
feito o remate da obra portuária, articulando
o serviço de carga e descarga de mercadorias
ali efetuado e o embarque e desembarque de passageiros
dos transportes ferroviários. As obras do
Porto de Angra dos Reis entraram em amplo desenvolvimento.
Não
ficou abandonado o setor de saúde e higiene
pública, tendo sofrido ampliações.
Acompanhou
de perto o desenvolvimento da Instrução
Pública.
Foi também,
durante a sua gestão, promulgada em 31 de
outubro de 1928 a nova Constituição
do Estado.
Em Rio
das Flores, na época Santa Thereza, viabilizou
importantes obras para o desenvolvimento do município,
como por exemplo, a construção de
pontes, praças, escolas, estradas, e a construção
da “Fabrica de Tecidos de Malha Santa Thereza”,
cuja inauguração fêz quando
ainda Deputado Estadual.
Era um
assíduo freqüentador de Rio das Flores,
possuía uma casa de verão na Praça
defronte à igreja Matriz, que hoje leva seu
nome.
Manuel
Duarte foi casado pela primeira vez com a viúva
Jesuína Gertrudes de Andrade, filha do casal
Aída Honorina e Manoel Epifanio de Andrade,
prefeito de Rio das Flores em 1930. Desta união
nasceram dois filhos: Dr. Cândido Duarte e
Ziná Duarte Prado. Viúvo se casou
novamente com a rioflorense e também viúva
D. Berenice César Valle.
Em 1930,
foi erigido um monumento em sua homenagem na bifurcação
das ruas Dr. Getulio Vargas e 17 de Março,
inaugurado em 17 de março daquele ano. Entre
as tantas homenagens prestadas pelo povo rioflorense
a este ilustre cidadão, está a denominação
da Praça da Matriz, do segundo distrito e
da escola Publica Estadual, que levam seu nome.
Texto e pesquisa: Adriano Novaes
Fonte:
LACOMBE, Lourenço Luiz. Os Chefes do
Executivo Fluminense. Série monografias.
Petrópolis, Editora Vozes, 1973. 76p
Visconde
de Nogueira da Gama
Nicolau Antonio Valle da Gama

Pertencente
a uma das mais tradicionais famílias de São
João Del Rei, os Nogueira da Gama, Nicolau
Antonio Valle da Gama nasceu em 1809, na histórica
Fazenda de São Matheus, em Matias Barbosa,
Minas Gerais. Era filho do Capitão José
Ignácio Nogueira da Gama e de Francisca Maria
do Valle Amado, que, depois de viúva, veia
a se tornar Baronesa de São Matheus.
Nogueira
da Gama não foi um típico fazendeiro
de café, tendo passado grande parte de sua
vida na Corte, como alto funcionário do Governo
Imperial. Mesmo assim, mantinha a grandiosa Fazenda
Independência, na Freguesia de Santa Thereza
de Valença, atual Rio das Flores, herdada
de seu pai. Nesta, quando ainda queria se tornar
um “típico” fazendeiro de café, tentou
com grande entusiasmo, o que deve ser louvado, substituir
o trabalho escravo pela mão-de-obra remunerada
imigrante, empregando 173 colonos de origem alemã,
poucos anos depois da proibição do
trafico. Acredita-se que devido ao insucesso dessa
iniciativa, Nicolau tenha se decepcionado com a
vida de fazendeiro, afastando-se definitivamente
da fazenda.
Em 1868,
foi convidado a ocupar o cargo de Mordomo da Casa
Imperial, o mais alto grau da hierarquia do Paço.
Aceitou com a condição de que não
fosse remunerado. Só utilizaria a carruagem
e a residência oficial, a mansão Joana,
enriquecida às suas custas, em 1879.
Em 1872,
foi agraciado com o titulo de Barão de Nogueira
da Gama, por D. Pedro II, com quem passara a fazer
constantes viagens à Europa. A amizade nascera
muitos anos antes, durante visita do Imperador ao
Solar da Independência, em 1847.
Nogueira
da Gama era um nobre diferente, de cultura exemplar.
Desde cedo se mostrou sensível ao conhecimento
da história e da modernidade, nitidamente
registrada em suas cartas.
Foi considerado
pelo Cônego Raimundo Trindade o primeiro genealogista
mineiro da História, por ter estudado a origem
de tradicionais troncos mineiros.
Poucos
anos antes da abolição da escravatura
libertou todos os seus escravos, o que lhe valeu
o titulo de visconde, concedido pela princesa Isabel.
Após
a proclamação da república,
foi residir em Petrópolis, onde, já
idoso, teve a idéia de publicar o livro “Minhas
Memórias”, sobre o retorno à juventude,
as lembranças em família no Solar
da Fazenda São Matheus e a vida de fazendeiro
na Independência, nos campos de Santa Thereza
de Valença.
Faleceu
na casa do filho Pedro, em Nazaré das Farinhas
(BA), no dia 18 de outubro de 1897, onde foi sepultado.
Texto e pesquisa: Adriano Novaes
Fonte:
CALMOM, Pedro. Historias de Minas e “Memórias”
de Nogueira da Gama. Rio de Janeiro, José
Olympio Editora, 1985.
Barão
da Aliança
Primeiro presidente da Câmara Municipa

Manoel
Vieira Machado da Cunha - o Barão da Aliança
–, nasceu em 1847 na fazenda da Saudade, então
Freguesia de Santa Thereza de Valença, atual
Rio das Flores, propriedade de seus pais, João
Vieira Machado da Cunha e Maria Isabel de Jesus
Vieira.
Manoel
era membro de um dos mais importantes clãs
do Vale do Paraíba – os Werneck, sobrinho
do Visconde de Ipiabas e do Barão do Rio
das Flores.
Projetou-se
na sociedade como importante líder local,
além de grande produtor de café.
A origem
de sua fortuna está na sociedade formada
com sua mãe e seus irmãos na fazenda
da Saudade, através da firma “Maria Isabel
de Jesus Vieira & Filhos”. Após a dissolução
da sociedade adquiriu as fazendas Santa Maria e
Saudade (que não deve ser confundida com
a primeira), ambas na localidade do Abarracamento,
hoje com suas sedes desaparecidas.
Começou
sua vida pública na Freguesia de Santa Thereza
de Valença, onde participava ativamente através
da venerável Irmandade do Santíssimo
Sacramento da Matriz de Santa Thereza e no Batalhão
da Guarda Nacional, onde alcançou a patente
de Alferes.
Em 29
de agosto de 1882 foi agraciado com o título
de Barão da Aliança. Nesta mesma época
faleceu seu sogro e tio Visconde de Ipiabas, quando
herdou a fazenda Campos Elíseos, a segunda
mais importante propriedade dos Ipiabas.
No final
do século XIX, já consagrado como
importante líder político local, participou
ativamente em prol da emancipação
política e administrativa da então
Freguesia de Santa Thereza de Valença, conquistada
em 17 de março de 1890.
Foi eleito
primeiro presidente da Câmara Municipal, quando
este cargo ainda era unido ao do poder executivo,
cuja primeira reunião ocorreu no antigo casarão
que pertenceu ao Visconde do Rio Preto (onde hoje
funciona o Banco do Brasil), no dia 27 de março
de 1890. Neste mesmo dia foi apresentada uma representação
dos moradores da Vila para que a rua em frente ao
referido casarão, (antiga São Domingos)
passasse a chamar-se, a partir daquela data, “Rua
Barão da Aliança”, em atenção
aos serviços prestados ao povo de Santa Thereza.
Esta denominação perdurou até
a década de 1930 quando mudou para Rua Dr.
Getulio Vargas, por imposição da ditadura
Vargas.
Adquiriu
em 1892 a grandiosa fazenda Flores do Paraíso
do seu genro Tenente Coronel Domingos Custodio Guimarães,
neto do Visconde do Rio Preto, onde em 1905 recebeu
em elegante acolhida o então Presidente do
Estado do Rio de Janeiro, Nilo Peçanha, (futuro
Presidente da Republica).
Entre
1904 a 1907, Aliança ocupou novamente o cargo
de presidente da Câmara Municipal da Vila
de Santa Thereza.
Em 1912,
vendeu sua fazenda Flores do Paraizo à família
Belfort Arantes, quando se retirou definitivamente
do Município.
Casou
com sua prima Maria Peregrina Pinheiro Werneck,
filha dos Viscondes de Ipiabas, com quem teve uma
única filha de nome Maria Augusta. Faleceu
no dia 17 de março de 1934 no Rio de Janeiro,
onde foi sepultado.
Em sua
homenagem, a principal rua do bairro Vale do Sol
recebeu a denominação de Rua Barão
da Aliança.
Texto
e Pesquisa: Adriano Novaes
Fontes:
-
ANDRADE, Eloy de. O Vale do Paraíba.
Edição Particular. 1982.
- IÓRIO, Leoni. Valença de Ontem
e de Hoje. Valença, Companhia Dias Cardoso,
Juiz de Fora, 1952.
- RAMOS, Belizário Vieira. O Livro da
Família Werneck. Cia. Carioca das Artes
Gráficas, Rio de Janeiro, 1941.
- Almanak Laemmert. (vários anos)
PIRES, Fernando T.F. - Fazendas, Solares da
Região Cafeeira do Brasil Imperial.
R.J, Editora Nova Fronteira.
- Livros de Atas da Câmara Municipal de Rio
das Flores nº 01, 1890-1898, pág. 03.
Dr.
Leoni Ramos
Juiz e Presidente da Câmara Municipal

Dr. Carolino
Leoni Ramos nasceu no dia 15 de junho de 1857, na
cidade de Cachoeira, Província de Bahia.
Era filho do casal Adrião Joaquim Ramos e
D. Maria da Gloria Leoni Ramos.
Formou-se
em Ciência Jurídicas e Sociais na conceituada
Faculdade de Direito do Recife, onde recebeu o grau
de bacharel em 1879.
Iniciou
sua carreira na magistratura como promotor público
da comarca do Pilar, na província de Alagoas.
Em 1881 foi nomeado juiz municipal de órfãos
do termo de Itaguaí, na província
do Rio de Janeiro, onde permaneceu ate 1889 quando
foi nomeado juiz de direito da comarca de Vila Bela,
em Pernambuco.
Em 10
de janeiro de 1890 o governo provisório republicano
o designou para a comarca de Joinville em Santa
Catarina, para ter exercício de seu cargo,
sendo removido para o recém criado município
de Santa Thereza, hoje Rio das Flores, em 12 de
junho do referido ano.
Em 3 de
fevereiro de 1892 foi declarado em disponibilidade,
visto ter sido anulado o ato do governo do estado
do Rio de Janeiro, que o nomeou para a comarca de
Santa Thereza.
Graças
ao seu prestígio político foi eleito
vereador e presidente da Câmara Municipal
de Santa Thereza, cuja administração
foi marcada por obras de grande relevância
para o desenvolvimento urbano da sede do município.
Entre tantas realizações destacam-se
as edificações do prédio da
antiga “Intendência Municipal”, hoje câmara
municipal e o prédio do “Fórum, Quartel
e Cadeia”, majestosas construções
que até os dias atuais impressionam os visitantes
pela sua beleza e imponência, retratos fiéis
da pujança e importância socioeconômica
da Vila de Santa Thereza.
Com o
apoio político adquirido em Santa Thereza,
tendo como líder o Barão da Aliança,
foi eleito deputado pela Assembléia Legislativa
do estado do Rio de Janeiro para o triênio
1895-1897, período em que dividiu sua residência
entre Santa Thereza e Niterói.
Em 1904
foi eleito vereador da Câmara Municipal de
Niterói, onde também exerceu o cargo
de Prefeito até 1906.
Exerceu
o cargo de chefe de policia da Província
do Ceará em 1889, do estado do Rio de Janeiro
na administração Alberto Torres e
no Distrito Federal na administração
Nilo Peçanha.
Em 11
de novembro de 1910 foi nomeado ministro do Supremo
Tribunal Federal, preenchendo a vaga ocorrida com
o falecimento de João Pedro Belfort Vieira,
tomou posse a 23 daquele mês.
Em sessão
de 2 de abril de 1930 foi eleito vice-presidente
do Supremo e presidente na sessão de 25 de
fevereiro de 1931, cargo que pouco tempo exerceu
por ter falecido a 20 de março seguinte na
cidade de Niterói onde residia.
Foi sepultado
no cemitério de São João Batista,
no Rio de Janeiro, sendo os funerais feitos a expensas
do governo da Republica como derradeira homenagem
a esse digno servidor da Nação.
Foi casado
com dona Augusta Vilaboim de Leoni Ramos.
Preocupado
em perpetuar a memória deste ilustre cidadão
que tanto fêz por Rio das Flores, o legislativo
rioflorense homenageou-o denominando “Leoni Ramos”
uma das ruas mais importantes da sede, onde inclusive
residiu em um majestoso chalé, hoje substituído
pelo CIEP da cidade.
Texto
e Pesquisa: Adriano Novaes
Fonte:
LAGO, Coronel Loureiro. Supremo Tribunal de
Justiça e Supremo Tribunal Federal – Dados
Bibliográficos (1828-1939). Rio de Janeiro,
1940 – Imprensa Militar. 194,95p.
Visconde
do Rio Preto
Domingos Custódio Guimarães

Domingos
Custódio Guimarães nasceu no ano de
1802, em Carrancas, Minas Gerais. Com notável
aptidão comercial, ainda jovem associou-se
a um dos homens mais ricos de seu tempo, João
Francisco de Mesquita, barão, visconde, conde
e, afinal, Marquês de Bonfim. Tratavam os
dois sócios de abastecer o Rio de Janeiro
de carne verde, fazendo descer de Minas Gerais grandes
rebanhos.
Após
a dissolução da firma Mesquita &
Guimarães, Domingos resolveu investir grande
parte de seu capital nos negócios da lavoura
cafeeira, então principal produto de exportação
do recém criado Império Brasileiro.
Primeiro
Barão, a 6/12/1854 e Visconde, com grandeza,
a 14/3/1867, de RIO PRETO, não foi apenas
mais um fazendeiro de café, foi um dos maiores
progressistas de seu tempo.
Chegou
à região, que hoje compreende o atual
distrito de Manuel Duarte, por volta de 1836, quando
adquiriu de João Pedro Maynard da Fonseca
e Sá a fazenda Barra das Flores (hoje Loanda)
nas margens do Rio Preto e, em 1843, a Fazenda Flores
do Paraízo nas margens ribeirão Manoel
Pereira, vizinha da anterior. A partir dessas duas
propriedades, ergueu um grande império rural
formado por diversas outras fazendas anexas, ou
não, elaboradas por centenas de escravos.
Da sua Flores do Paraíso, transformou-a na
“fazenda Modelo” ou a “Jóia de Valença”
como ficou conhecida no século XIX, devido
a uma série de iniciativas inovadoras implantadas
nesta propriedade.
Rio Preto
foi pioneiro na região ao implantar, na sua
fazenda do Flores Paraízo, um moderno maquinismo
de beneficiamento de café por força
motriz importado do Estados Unidos, as máquinas
Lidgewood. Quando o Império ainda desconhecia
a iluminação a gás, instalou
o sistema nas dependências do seu Solar. Abriu
e financiou a construção de estradas,
como a do ramal da União e Industria (a primeira
rodovia pavimentada do Brasil) e a Valença
-Taboas. No campo das artes também deixou
sua marca ao mandar ensinar música para alguns
dos seus escravos e constituir uma banda com oitenta
componentes, que se apresentava em festividades
da fazenda e de Valença, com rico repertório.
Não
esqueceu da filantropia e prestigiava o progresso
da região através de obras de benemerência
como a ajuda financeira à importante Santa
Casa da Misericórdia de Valença, além
de obras de calçamento e abastecimento de
água na mesma cidade. Em Santa Thereza, hoje
Rio das Flores, foi o primeiro provedor da Irmandade
do Santíssimo Sacramento que auxiliava na
manutenção da matriz que ajudou a
construir. Construiu às suas custas o primeiro
cemitério público da Freguesia, onde
inclusive possuía as melhores casas do povoado,
uma ao lado da Matriz e outra, na rua São
Domingos (ambas demolidas).
O visconde
morreu em meio a glórias, aos bem vividos
67 anos de idade. Faleceu em plena festa que organizou
em sua Fazenda Flores do Paraízo para comemorar
seu aniversário natalício e seu maior
feito, a inauguração do ramal União
e Industria. Tamanha foi a repercussão que
até um mês após a morte do visconde,
os jornais das principais cidades do Vale e da Corte
ainda noticiavam o ocorrido naquela fatídica
tarde do dia 7 de setembro de 1868.
Texto
e Pesquisa: Adriano Novaes
Fontes:
TJADER Rogério da Silva. Visconde do
Rio Preto: O Esplendor de Valença. Gráfica
PC Duboc LTDA., Valença, 204.
Anuário Genealógico Brasileiro, Ano
III, 1941.
FERREIRA Luis Damasceno. História de
Valença 1803-1924. Graphica Editora,
Paulo Pongetti, Rio de Janeiro, 1925.
IÓRIO, Leoni. Valença de Ontem
e de Hoje. 1ª edição, Cia
Dias Cardoso S. A., Juiz de Fora, 1953. Pgs. 178
até 183.
MUNIZ, Célia Maria Loureiro. Os Donos
da Terra: Um estudo sobre a estrutura fundiária
do Vale do Paraíba Fluminense no século
XIX. Dissertação de Mestrado.
UFF. Niterói -1979. Pág 80.
Yvonne
do Amaral Pereira

Yvonne
do Amaral Pereira nasceu na Antiga Vila de Santa
Thereza, hoje Rio das Flores, em 24 de dezembro
de 1900. Filha de Manoel Jose Pereira e Elizabeth
do Amaral Pereira. Constituiu-se, desde há
algum tempo, como um dos maiores valores literários
e doutrinários do Espiritismo no Brasil,
com um número aproximado de 1.503.300 livros
editados sobre ela.
Segundo
sua biografia, com apenas 29 dias de nascida ia
ser enterrada viva, já que era portadora
de uma enfermidade rara, catalepsia e letargia ao
mesmo tempo, conforme ficou comprovado mais tarde.
Triste e sofredora foi sua infância. Tuti,
como era carinhosamente tratada por familiares,
recordava-se de sua última existência
com muita intensidade e pedia para ser levada a
lugares que descrevia com detalhes. Por isso, era
incompreendida. Tempos depois, esses lugares foram
identificados, através de fotografias, como
sendo a cidade de Barcelona, na Espanha. Yvonne
havia praticado o suicídio em vida passada.
Afirmava que sua mediunidade não era missionária
e sim “apenas uma reparação do meu
passado”.
Com cinco
anos de idade passou a ver espíritos e a
conversar com eles. Aos dez anos já assistia
reuniões mediúnicas em casa, com seus
pais. Foi criada com simplicidade, e até
com certa pobreza, e viveu até os 10 anos
com sua avó paterna, D. Isabel Guimarães
Pereira.
Aos 12
anos, seu pai colocou em suas mãos “O Evangelho
segundo o Espiritismo” e “O Livro dos Espíritos”
e nessa idade ela já escrevia, magistralmente,
textos literários e estudava sozinha, conforme
afirmava, até as duas horas da madrugada.
Aprendeu um pouco de música, chegando a dedilhar
o piano, tendo, porém, abandonado essa idéia.
Pretendia o magistério, mas renunciou ao
ideal por lhe faltarem recursos financeiros. Sua
vocação espírita era natural
e sua mediunidade desenvolveu-se naturalmente. Quando
adolescente dedicava-se às prendas domésticas:
rendas, bordados, pinturas, flores, crochês,
costuras, etc. Teve educação patriarcal
severa. Tímida, trabalhou mais tarde numa
casa de modas, no Rio de Janeiro, depois de haver
“perdido” seus pais. Não se adaptou, porém.
Na cidade
de Lavras, em Minas Gerais, exerceu as funções
de Secretária do Centro Espírita local,
além de Chefe do Posto Mediúnico.
Na também cidade mineira de Juiz de Fora
exerceu as mesmas funções e posteriormente
de Bibliotecária da Casa Espírita,
chegando a ser Vice-presidente daquela Instituição.
A Biblioteca James Jansen foi criação
sua. Colaborou na Fundação João
de Freitas, na mesma cidade, e ensinou Trabalhos
Manuais no Instituto Profissional Eugênio
Braga. Em Barra do Piraí, no Estado do Rio
de Janeiro, lecionou Moral Cristã, no Colégio
Ismael, do Grêmio Espírita de Beneficência.
Dedicou-se por 54 anos ao receituário mediúnico,
sendo assistida por Bezerra de Menezes no receituário
homeopático. Trabalhou com Augusto Silva,
Bittencourt Sampaio, Charles, Roberto de Canalejas,
além de Bezerra de Menezes, na cura de enfermos.
Orou a vida inteira pelos suicidas, socorrendo-os
através de constantes desdobramentos. Mais
tarde receberia a portentosa obra “Memórias
de um suicida”, passada a ela através de
desdobramento e de autoria do espírito suicida
Camilo Castelo Branco. Teve uma imensa tarefa de
consoladora dos oprimidos.
Faleceu
na cidade do Rio de Janeiro, em 09 de março
de 1984, no Hospital da Lagoa, enquanto aguardava
a colocação de um marca-passo, o qual
ela mesma já havia dispensado, por achar
desnecessário pois iria desencarnar brevemente.
Por
iniciativa do casal Augusto e Diva de Freitas, foi
em 14 de janeiro de 1989, fundado em Rio das Flores
o Centro Espírita Yvonne Pereira, que inicialmente
funcionou na casa cita na rua João de Lacerda
Paiva, 216, e hoje em sua sede definitiva, à
rua René Lemos Suzano 104, Bairro dos Ingleses.
Texto e pesquisa: Adriano Novaes
Fonte:
FREITAS, Augusto Marques de. Yvonne
do Amaral Pereira: O Vôo de uma Alma. 2º Edição. Rio de Janeiro, Edições
CELD, 2000.
Emmanuel Guimarães
Patrono da Biblioteca Municipal

Adolpho Emmanuel Guimarães d’ Azevedo nasceu no dia 12 de fevereiro de 1871 na fazenda Santa Genoveva, em Rio das Flores. Era filho do comendador Domingos Theodoro de Azevedo Junior e de D. Maria Amélia Guimarães de Azevedo. Neto materno do Visconde do Rio Preto e paterno Domingos Theodoro Paiva, de tradicional família mineira.
Iniciou seus estudos em Paris, no colégio Monge, e no regresso ao Brasil continuou no Imperial Colégio Pedro II, para concluir preparatórios no importante Colégio Jesuítico, em Itu, na antiga província de São Paulo. Na capital da mesma província entrou para o tradicional curso de Direito da Faculdade do Largo de São Francisco, para concluí-lo na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, onde se formou aos 19 anos de idade. Voltou a Paris onde estudou Ciências Políticas e Sociais durante três anos. Neste período aprofundou-se nos estudos literários através do convívio com intelectuais da Quartier Latin, na capital francesa.
De retorno ao Brasil, dedicou-se à advocacia, participando dos trabalhos da importante banca de advogados dos drs. Souza Ribeiro e Torres Netto sem, contudo, abandonar sua devoção aos trabalhos literários.
Sedento de conhecimento e observador do seu tempo, Emmanuel Guimarães viajou por diversos paises da Europa e América do Sul, possibilitando-lhe maior contato com a literatura produzida nos lugares percorridos.
Estreou na literatura com o romance Jorge do Barral, dedicado a Machado de Assis, que, aliás, não correspondia à admiração do jovem autor, expressa na dedicatória do romance.
A Jorge do Barral veio em seguida o novo romance A Todo Transe publicado em artigos no Jornal do Commercio, romance social, um verdadeiro quadro da época.
A par da prosa, Emmanuel Guimarães cultuava a poesia. A exaltação à alma humana é o que está mais presente nas entrelinhas de seus versos, alguns publicados em vida e outros em obras póstumas.
Tentou também escrever para o teatro. A peça A Engrenagem foi seu único trabalho. Seu ultimo romance foi “O Irreparável“, em seu começo quando adoeceu, e foram as derradeiras folhas escritas no final de sua vida.
Em fins do século XIX a família foi atingida pela crise do Encilhamento, levando seu pai a quase falência. Com o objetivo de ajudar seu pai, resolve auxiliá-lo na administração das fazendas da família, nesta ocasião, e muda-se para a fazenda Santa Genoveva.
Em 1899, falece sua mãe. Adorado por ela e adorando-a, sofre profundamente com sua passagem. Em dias solitários em Santa Genoveva, além da boa administração, dedica-se a escrever e cavalgar em galopadas pelos campos da fazenda.
Faleceu Emmanuel Guimarães no Rio de Janeiro em casa de sues pais, na rua Senador Vergueiro, no dia 6 de fevereiro de 1907. Foi sepultado no cemitério São Francisco de Paula no Catumbi.
Por ocasião da morte de Emmanuel os principais jornais da época lhe renderam homenagens.
Grande parte dos livros que pertenceram a Emmanuel Guimarães foram doados à biblioteca Publica de Rio das Flores, na época de sua fundação. Atualmente, o precioso acervo encontra-se em poder do Museu de História Regional da Cidade, através de doação.
Seu nome foi dado à Biblioteca Publica numa justa homenagem do Município ao brilhante escritor rioflorense.
Texto e pesquisa: Adriano Novaes
Fontes:
DORIA, Escragnolle. Emmanuel Gumarães: Poesias Inéditas com Estudos sobre a Vida e a Obra do Autor. Rio de Janeiro: Typo e Lith Almeida & Cia., 1934, p1-6.
Barão do Rio das Flores
Jose Vieira Machado da Cunha

José Vieira Machado da Cunha nasceu em 1815, em São João Del Rei. Ainda criança veio para Valença onde seus pais adquiriram uma sesmaria a que deram o nome de Nazareth. Esta propriedade, que ainda existe com esta mesma denominação, fica localizada nas margens do ribeirão Manoel Pereira, entre Taboas e Rio das Flores. Após o falecimento da mãe, D. Escolástica Agueda de Souza, em 1830, e do pai, Manoel Vieira Machado da Cunha em 1838, herdou parte das terras da sesmaria, onde fundou a fazenda São José.
José Vieira Machado da Cunha não figura entre os grandes fazendeiros de café do Vale do Paraíba, mas está entre os mais progressistas da região, principalmente da antiga freguesia de Santa Thereza de Valença, hoje Rio das Flores. Foi um dos fundadores da matriz de Santa Thereza, doou terreno para a construção da primeira caixa de abastecimento d’água da população, foi Juiz de Paz, um dos fundadores da Companhia Estrada de Ferro Comércio a Rio das Flores e outras tantas ações de benemerência. Foi o maior incentivador do desenvolvimento urbano de Santa Thereza de Valença. Em 1865 adquiriu um sitio, que atualmente ocupa toda a área central da atual cidade de Rio das Flores e, em seguida loteou-o, permitindo que pessoas construíssem e morassem nos terrenos, pagando a ele, Barão, o arrendamento.
Foi Tenente Coronel da Guarda Nacional da Legião de Valença e contribuiu com avultada quantia em dinheiro para a construção do Asilo dos Inválidos da Pátria na Corte, durante a Guerra do Paraguai.
Em 3 de abril de 1867 foi agraciado pelo Imperador D. Pedro II com o titulo de 1o Barão do Rio das Flores, justo reconhecimento pela benemerência que praticava em Santa Thereza de Valença e à Pátria.
Casou-se em 1848, com D. Maria Salomé da Silva, filha de Antonio da Silva e Luiza de Avellar Figueira, também fazendeiros na região. Desta união nasceram os filhos: Luiza Viera da Fraga, casada com Dr. Camillo Bernardino da Fraga, que foram senhores da Fazenda União; Misael Viera Machado da Cunha, que após o falecimento do pai tornou-se o 2º barão do Rio das Flores (em 14-08-1886) e foi casado com Aurora Esteves Ottoni Vieira, senhores da fazenda Monte Alverne em Rio Preto; Manoel Vieira Machado da Cunha e Silva, casado com Emiliana Garcia, foi presidente da Câmara municipal e proprietário da fazenda Bom Sucesso; Escolástica Vieira Machado da Cunha, casada com Peregrino Vieira Machado da Cunha; Carolina Vieira Fabiano Alves, casada com Dr. Virgilio Fabiano Alves, herdaram a fazenda Nazareth e depois foram para Minas Gerais; Anna Vieira Machado da Cunha, casada com Dr. Belisário Vieira da Cunha; Maria Vieira da Cunha, casada com Dr. Thomas Alves d’Aquino Leite, foram senhores da Fazenda Monta Cavalo, também em Minas Gerais; Antonio Vieira Machado da Cunha e Silva, casado com Carolina Castilho de Avellar, herdaram a fazenda São José e adquiriram a vizinha São Polycarpo; José Vieira Machado da Cunha e Lindolpho Vieira Machado da Cunha, morreram ainda jovens.
O Barão faleceu no dia 01 de novembro de 1879, e foi sepultado no antigo cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento, onde algum tempo depois seus filhos edificaram um imponente mausoléu de mármore de carrara.
Em testamento deixou dinheiro para a reconstrução da matriz de Santa Thereza bem como para um altar dedicado a Santa Maria Salomé. No mesmo documento declarou libertos alguns escravos mais dedicados com terras para que começassem vidas novas.
O Barão possuía um majestoso chalé construído ao lado da matriz de Santa Thereza, com jardim gradeado na frente.
Em sua homenagem foi a atual rua Aniceto de Medeiros, aberta em 1896, batizada “Rua Barão do Rio das Flores” substituída tempos depois pela atual denominação.
Texto e pesquisa: Adriano Novaes
Fontes:
Testamento do Barão do Rio das Flores – 1879. Processo Nº 3719/caixa 361. Museu da Justiça – Rio de Janeiro.
Embargo de Obra – Tenente Coronel Jose Vieira Machado da Cunha (embargante) e Jose Luis Garcia e sua mulher (embargados) – 1866. Processo Nº 2870/caixa 293. Museu da Justiça - Rio de Janeiro.
Correspondências, escrituras, atas da Câmara Municipal e outros documentos que compõem o Arquivo Histórico do Museu de Historia Regional de Rio das Flores.
ANDRADE, Eloy de. O Vale do Paraíba. Rio de Janeiro: Real Rio Gráfica e Editora LTDA, 1989. |