“Queremos
que os nossos museus sejam um espaço educativo-cultural
onde, mais do que em aulas teóricas, se possa dar
aulas práticas e pesquisar. A visão dos
objetos no Museu não deve levar àquele estetismo
elitista, típico das classes burguesas que só
dão valor aos objetos de aparência, de ouro
e pedrarias preciosas, objetos pertencentes às
classes dominantes...
A análise da realidade nos parece ser o ponto chave
de uma visita aos Museus. As três dimensões
do tempo nele se encontram: o objeto do passado nos levar
a analisar o presente em vista do futuro. Museu é
estudo de História de modo concreto e crítico.”
Essas
são palavras do Padre Sebastião da Silva
Pereira, que coletou o acervo e fundou o Museu em 1966,
ao perceber claramente a importância da História
como fator de inclusão econômica e social
de uma região que possuía
grande potencial para desenvolvimento da atividade turística.
O Museu
de Rio das Flores trata da história do Vale do
Rio Preto, divisa dos estados do Rio de Janeiro e Minas
Gerais. Através dos objetos expostos revela a diversidade
de soluções encontradas na vida de uma fazenda
cafeeira do século XIX. Mostra a variedade de ofícios
e indústrias da época. Apresenta a escravidão
com a possibilidade de um olhar crítico a ampliar
nossa consciência de liberdade. Revela também
a possibilidade de uma visão sobre a política
e mostra o modo de vida dos senhores, os meios de transporte
e comunicação. A diversidade cultural está
presente em todos os espaços. E a arte sacra tem
presença marcante. Enfim, o Museu de História
Regional possui grande e variado acervo que merece ser
conhecido.
O Museu
fica atrás da Matriz de Santa Tereza D´Ávila.